sábado, 22 de outubro de 2011

Professor de Sociologia muito louco

    Que existem professores um tanto "pirados" não á que discordar. Mas tem alguns que ultrapassam os limites da loucura. Você já imaginou um dia seu professor chegando na sala com um violão e dizendo que a aula será diferente? Veja no vídeo abaixo um professor de sociologia dando uma aula sobre Karl Marx "a la música sertaneja".



terça-feira, 11 de outubro de 2011

Propagandas antigas: a dominação hegemônica da mídia

     A mídia não é inocente. Nunca foi. Ela é o espelho da classe dominante, o reflexo de uma política que vende seu produto para uma classe: a burguesia. Trabalhadores e pobres não tem vez nesse sistema. Mas, existem produtos que alcançam todas as classe: a coca-cola é um exemplo. Por muitos chamada a "água negra do imperialismo" essa verdade não foge da realidade, principalmente quando observamos um antigo comercial dessa empresa. Os comerciais são, na verdade, uma amostra do produto, uma apresentação do "pronto". O comercial não representa de maneira alguma o sofrimento dos milhares de trabalhadores que deixaram o produto "pronto". Confira abaixo alguns comerciais que apresentam essa realidade. Eles são muito antigos e apresentam algumas empresas que ainda são líderes no mercado de consumo, como a Pernambucanas:


















domingo, 14 de agosto de 2011

Peronismo, Esquerdas e história da Argentina

Na próxima semana estarei viajando para a cidade de Marechal Cândido Rondon, oeste do Estado do Paraná, para apresentar um trabalho sobre a esquerda na Argentina. Um resumo de meu trabalho foi publicado no site da Universidade Estadual do Oeste do Paraná e decidi colocar o texto na integra para que vocês possam acompanhar meu trabalho. Inicialmente destaco que a pesquisa é um tanto complicada de entender, por isso oriento os leitores que ao realizarem a analise façam de maneira lenta e pausada. Junto com o texto destaco também o link do evento para que vocês possam acompanhar. Boa leitura.


A CONCEPÇÃO DO PERONISMO NO PENSAMENTO DE SÍLVIO FRONDIZI
Jeú Daitch de Castilho[1]
Palavras-chave: Sílvio Frondizi, Peronismo, História da Argentina.
O objetivo da nossa comunicação é analisar a concepção de peronismo desenvolvida pelo pensador marxista argentino Silvio Frondizi. Alem de autor de uma extensa obra teórica enquanto historiador e sociólogo, Frondizi destacou-se por sua militância político revolucionária e também como advogado de presos políticos. Nosso autor apresenta uma nova interpretação do movimento peronista, caracterizando-o como demagogismo e ditadura policial, em outras palavras: bonapartismo. Segundo ele as praticas políticas peronistas apresentam aspectos positivos e negativos. Entre os positivos é possível destacar: integração da massa a vida política e desenvolvimento da consciência de classes. Entre os aspectos negativos, apontados principalmente nos dois volumes de seu livro “La realidad argentina”, aparecem: fracasso na tentativa da realização da revolução democrático-burguesa e ilusão das classes quanto às melhorias propostas. Nessa obra, o militante argentino faz uma rigorosa analise da estrutura política da Argentina, destacando o papel do Estado enquanto regulador de poder. Rompendo as interpretações tradicionais da esquerda argentina, Frondizi classifica o peronismo como bonapartista e acredita ser a revolução socialista a única saída para os trabalhadores e para a economia argentina. Nosso objetivo é entender o pensamento político de Frondizi, em especial a interpretação que faz do peronismo, comparando-o com os projetos da esquerda argentina.


[1] Graduando do sexto período da Universidade Tuiuti do Paraná e professor de História da rede pública de ensino.


Segue o link do evento. Nele se encontra, na página 25 minha públicação:

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Descobertas frases deixadas por trabalhadores que construíram o Congresso Nacional


   Brasília - Oculto por mais de 50 anos, foi descoberto na última segunda-feira (8), por servidores terceirizados da Câmara, um fosso fechado por concreto, que data da construção do prédio do Congresso Nacional em 1959, antes da inauguração da nova capital, em 1960. Na parede de concreto do fosso, foram encontradas mensagens deixadas pelos trabalhadores da obra.

   São frases que expressam o sentimento político dos operários e falam da solidão e da esperança no futuro: “Que os homens de amanhã que aqui vierem tenham a compaixão dos nossos filhos e que a lei se cumpra”; “Duraleques CE de lequis”; “Si todos brasileiros focem digninos de honra e honestidade, teríamos um Brazil bem melhor. Só temos uma esperança nos brasileiros de amanhã. Brazil de hoje, Brazil de amanhã”; “Amor, palavra sublime que domina qualquer ser humano”.

   Hoje, o presidente da Câmara, deputado Marco Maia (PT-RS), acompanhado de assessores, visitou o local e elogiou a descoberta destacando a sensibilidade das pessoas que fizeram a descoberta histórica e comunicaram o fato à direção da Câmara.

   Ao comentar as mensagens deixadas pelos operários que construíram o Congresso Nacional, Marco Maia destacou que o conteúdo das mensagens manifestam o amor dos trabalhadores pelo país e serve como lição para os brasileiros de ontem, hoje e amanhã. “Todos os que aqui passaram contribuíram para que o Brasil seja um país melhor. E o Brasil pode melhorar para a nossa gente. As frases valem para os políticos que passaram, para os que estão aqui e para os que virão”.

   O presidente da Câmara disse ainda que vai solicitar a orientação de órgãos ligados à preservação do patrimônio cultural para que façam uma avaliação do achado e que destinação deva ser dada.

   A descoberta histórica aconteceu quando funcionários de uma firma terceirizada tentava localizar a origem de um vazamento que atingia o Salão Verde da Câmara. As mensagens deixadas pelos trabalhadores estão abaixo da plataforma de concreto que sustenta as duas cúpulas do Senado.


Extraído de: 

quinta-feira, 7 de julho de 2011

País sem miséria é país sem pessoas abandonadas


Lula Sindicalista
       A pior herança recebida pelo governo Lula do governo FHC foi a desigualdade social. O Brasil era o país mais desigual da América Latina que, por sua vez, era o continente mais desigual do mundo. 


    Essa desigualdade não era alterada nem em democracia, nem em ditadura, nem em ciclos expansivos, nem nos recessivos da economia brasileira. Era um fator estrutural, herdado da colonização e da escravidão, da persistência do latifúndio, acentuado pelas politicas da ditadura militar de arrocho salarial e favorecimento do grande capital. Não bastasse isso, a década neoliberal dos 90 do século passado, acentuou ainda mais as desigualdades.

      As maiores transformações que o Brasil sofreu no governo Lula foram na sua inserção internacional – do privilégio das relações com o norte, para relações prioritárias com o sul – e na diminuição significativa da desigualdade no plano interno.

    A articulação entre a política econômica e as políticas sociais promoveu um processo de distribuição de renda, estendendo e aprofundando o mercado interno de consumo popular como nunca havia acontecido na nossa história. A projeção feita pela empresa Data Popular para a revista Carta Capital desta semana projeta para 2014 – o ano do final do mandato atual da Dilma – uma classe C (no critério de distribuição de renda) de 58,5% da população (era de 38,8% em 2002, ano do começo do governo Lula). Os mais pobres, que eram 9,3% em 2002, tornaram-se 4,9% em 2010 e seriam 2,7% em 2014. 

   Estaríamos numa situação praticamente de erradicação da extrema pobreza, da miséria, com um resíduo muito difícil de chegar a reduzir a zero. Hoje ainda convivemos com mais de 10 milhões de pessoas vivendo (ou, sabe-se lá como, sobrevivendo) com até 39 de reais por mês.

    Mesmo com essas transformações extraordinariamente positivas - maior mérito do governo Lula -, não se pode pensar que nos tornamos um país de classe média. A miséria acumulada ao longo de séculos da nossa história não pode ser superada com a elevação do nível de renda em alguns anos. As condições de habitação, de saneamento básico, de educação, de saúde, de transporte, de segurança – para citar apenas alguns problemas – são muito ruins e apenas começam a ser superadas – pelo menos na habitação. Será necessária a continuidade por muitos anos dessa elevação de renda, somada a politicas especificas que melhores substancialmente as condições da educação e da saúde publicas, do saneamento básico, da habitação, do transporte publico, as condições de segurança, para que possamos realmente ter transformado democraticamente a estrutura social brasileira de forma substancial e irreversível. 

    No entanto, a miséria, a extrema pobreza, não se medem apenas por cifras, por nível de renda. Ao que precisamos chegar é a uma sociedade em que não existam mais pessoas abandonadas, sem amparo, nas ruas ou em outros lugares, privados ou públicos. Uma sociedade a que todos pertençamos, de uma ou outra forma, em que nos sintamos vinculados aos outros por laços de solidariedade, de espirito comunitário, de pertencimento a uma mesma sociedade. A miséria não é apenas uma situação de precariedade material, é também o abandono, a falta de apoio, de retaguarda, de cuidado. A isso temos que chegar, a que todos tenham alguma forma de assistência do Estado, de forma a que ninguém se sinta abandonado.




O Artigo é do intelectual Emir Sader.